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RESENHA: MULHERES EM CENA: EM POESIA


02 janeiro 2018


 O livro de poemas do projeto Mulheres Em Cena, da autora Iara Braga, possui poemas sobre várias coisas, mas acima de tudo, é algo que se relaciona ao feminino. Poemas podem ser interpretados de várias maneiras, e sempre acabam sendo, então essa resenha é algo que eu tirei das palavras da autora. São os significados que eu encontrei, que podem ou não ser algo que a autora realmente quis passar, mas que outras pessoas podem olhar com outros olhos e criarem as próprias interpretações.

Existem alguns poemas que são homenagens, para diferentes pessoas. Um deles, que se chama Pluma, me passou a ideia do crescimento, que começa em uma menininha que ganha asas; ganha a liberdade; cresce. 
  
 ''Brilha estrelinha cândida, 
 Porque a florzinha já se foi,
 Para dar a luz a diva, 
 Que o tempo transformou''. Página 13

Há também, do meu ver, algo que remete à crenças e ao lugar de onde a autora é. Um orgulho pelo local onde nasceu. Homenagens se estendem no livro todo, da própria família da autora até amigos e pessoas que dão inspiração a ela. São poemas que remetem a algo em relação a essas pessoas, uma qualidade ou uma pequena história tirada de cada uma delas, como um pedacinho de todos eles que a autora coloca nesses versos e transforma em algo eterno.

 Existem outros poemas com significados que são no minimo profundos, que falam sobre como se reerguer e transformar a dor em algo novo. Parece ser uma batalha que ela trava e transforma em algo diferente, inovando a dor e a transformando em algo bom. É quando ela recupera as forças e caminha. Há algumas letras de músicas que se misturam perfeitamente bem com os outros poemas. Possuí palavras que remetem à uma limitação imposta a ela, da qual resolve parar para pensar e decidir que é bem mais que isso, e que o que ela quer importa e não deve ser diminuído.

Um dos poemas que eu mais gostei do livro, chamado ''Aquela'', do meu ver, mostra uma mulher que tentava esconder quem era, que se calava e vivia uma vida rotineira, aceitando tudo, deixando suas vontades vivas dentro dela, mas sem prática alguma, e em determinado momento decide deixar essas vontades saírem para a vida real e passa a não se limitar mais; começa a fazer o que quer, o que a deixa feliz e a fazer ser quem realmente é. Para mim, mostra alguém que tentava esconder a sua essência e desejos por medo do que o mundo ia achar, e então decidiu que não faria mais isso, que seria quem realmente é, sem se importar com o que os outros pensariam, sendo quem ela gostaria de ser, e se torna.

 ''Por isso chega
 Decidi, tá decidido
 Aquela que me grita
 Que me sufoca e me ilumina
 Vai sair
 Vou abrir e emergir.
 [...]
 Agora eu sou ela
 Aquela que dentro de mim
 Sempre foi a mais bela''. Página 40

Alguns poemas falam de como é ser artista e se expressar através das palavras, de levá-las até outras pessoas, que estão dispostas a ouvir, para mostrar a elas que é possível buscar a paz, o amor, o sol. Que é possível caminhar de um jeito leve. Diz para não confiar em tudo, não transformar tudo em flores. Sobre deixar as coisas irem e virem.


Uma ideia que me pareceu muito presente no livro é a de se livrar de coisas que fazem mal, que rebaixam, e encontrar a cor no mundo. Viver como quiser, com todas as sensações e vontades que vierem, aceitando e demonstrando as emoções e tudo que quiser e precisar, sem máscaras; livre, aceitando quem realmente é, com as próprias escolhas, sem medos, com o bom e o ruim; sem amarras. 

Fala do acaso, das coisas que a sociedade impõe desde cedo e que acabam engolindo e aceitando, de como todos deveriam viver em igualdade e em harmonia, mas a maioria faz o oposto disso. Fala de alguém que perdeu parte da vida seguindo uma rotina sem querer mais que isso e que, ao enxergar o que estava acontecendo, quis mudar as coisas. Fala das pessoas que veem o mundo de forma diferente, sem limitações e são taxadas como loucas por serem felizes e enxergarem além. Fala de quem anda perdido e decide se encontrar, várias vezes. De possibilidades abertas, do buscar sempre mais, sem se por um limite, sem aceitar um limite. É como ver os escritos de alguém que descobriu como se soltar e respirar livremente.

E para mostrar um pouco disso, vou encerrar a resenha com uma parte dos poemas ''Mundo ideal'' e ''A Nova Era''.
  
 ''O mundo feliz
  É o mundo livre
  De amarras e padrões 
  Que nos impedem de ir''. Página 73

 ''A luz, a paz e o amor
 Eram as únicas leis
 Era a verdade em cada ser''. Página 90



Título: Mulheres em cena: em poesia
Autora: Lara Braga
Editora: Bambual
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Gênero: Poesia
Livro enviado pela agencia
Páginas: 93

Um comentário:

  1. Amei a resenha, ainda não conhecia o livro!

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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